Caminhos

Caminhos da ORL

Iniciativa: Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial

ABORL-CCF

 

Laringologia

 


Conheça melhor as áreas de atuação da Otorrinolaringologia

 

Você cuida da sua garganta?

 

Como você engole os alimentos?

 

10 Dicas para os professores cuidarem bem da voz durante as aulas

 

Novas drogas permitem tratar câncer de laringe sem cirurgia

 

Tumores de laringe engrossam estatísticas do câncer

 

Brasil é referência no tratamento do câncer de laringe

 

Mitos e verdades sobre a voz

 

Respostas para Perguntas de 1 a 30

 

Você sabe cuidar da sua voz?

 

Você sabe o que é a disfonia?

 

Voz rouca: cuidados

 


 

Conheça melhor as áreas de atuação da Otorrinolaringologia:

 

 Laringo

 

Acessada pela boca, a laringe é um importante órgão do corpo humano, que precisa de cuidados básicos diários, principalmente com a boca e a garganta, para manter uma boa saúde.
 

Entre os males que podem afetar a laringe estão os calos, inchaço ou lesões nas pregas vocais, laringite, má-formação e refluxo, além de doenças mais graves, como estomatite, amigdalite e inclusive o câncer de laringe.
 

Por isso, fique atento se tiver rouquidão por mais de 15 dias, voz trêmula, perda da intensidade da voz, cansaço ou dor na garganta ao falar, pigarros frequentes, tosse com ou sem secreção, falta de ar ou respiração ruidosa. E não hesite em procurar um médico otorrinolaringologista.
 

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Você cuida da sua garganta?

 

A voz é o cartão de visita do ser humano, e por isso é importante cuidar da sua garganta e ficar atento(a) a algumas dicas importantes. Veja os sintomas que podem apresentar problemas na laringe:

 

  • - Rouquidão;
  • - Voz trêmula;
  • - Perda da intensidade da voz;
  • - Cansaço ou dor na garganta ao falar;
  • - Pigarros frequentes;
  • - Necessidade de esforço ao falar.

 

Entre as doenças que esses sintomas podem indicar estão os calos, cistos e inchaço nas pregas vocais, os pólipos vocais, laringite aguda e crônica, tumores benignos, traumas físicos, químicos, e até câncer na laringe.

 

Por isso, para saber mais ou se está na dúvida sobre a sua saúde, procure um médico otorrinolaringologista e cuide bem da sua garganta. A sua voz agradece.

 

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Como você engole os alimentos?

 

Um alimento bem mastigado e ingerido com calma pode ajudar não apenas na digestão, como também no processo do corpo receber o que está sendo consumido e, consequentemente, não engasgar.

 

Mas se isso acontece com frequência com você, este incômodo se chama disfagia e pode indicar que há algo errado com o seu processo de deglutição, ou limpeza da garganta.

 

Entre os erros mais comuns das pessoas para se livrar de um engasgo é ingerir alimentos pastosos ou líquidos em cima do que já está preso e, apesar de funcionar algumas vezes, também pode piorar o caso.

 

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10 Dicas para os professores cuidarem bem da voz durante as aulas

 

Problemas vocais é a principal causa de afastamento dos professores

 

As férias acabaram e agora chegou o momento de alunos e professores voltarem às salas de aula renovados para o início de mais um trabalhoso ano letivo. Entretanto, problemas vocais é a principal causa de afastamento dos professores e, por isso, é necessário que eles tomem alguns cuidados especiais.

 

Segundo uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos da Voz (CEV) em parceria com o Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP) e com a Universidade de Utah, nos Estados Unidos, 35% dos professores entrevistados relataram a presença de cinco ou mais problemas vocais, e 63% disseram já ter tido algum problema durante a vida.

 

Os dados indicam que 16,7% dos professores consideram que terão que mudar de profissão no futuro por conta dos problemas vocais. O questionário com 35 perguntas foi aplicado para 3.265 pessoas, das quais 1.651 eram docentes. Entre os professores, 63,1% afirmaram ter alterações vocais. Entre os “não professores”, 35,1% também afirmaram ter problemas com a voz. Os principais problemas relatados são: cansaço vocal (92%), desconforto para falar (90,4%), esforço para falar (89,2%), garganta seca (83,4%), rouquidão (82,2%), dificuldade para projetar a voz (82,8%), instabilidade ou tremor na voz (79,3%) e dor na garganta (72,7%).

 

Outro dado preocupante é que as doenças vocais, decorrentes ou prejudiciais ao trabalho, provocam efeitos nos níveis social, econômico, profissional e pessoal, representando um prejuízo de mais de 200 milhões de reais ao ano no Brasil, segundo uma pesquisa do 3º Consenso Nacional sobre Voz Profissional em 2004.  Para auxiliar os professores a não voltarem às aulas sem voz, especialistas da ABLV lançam a “Campanha da Voz”, uma iniciativa que busca orientar sobre a prevenção do câncer de laringe e conscientizar a população e, principalmente, os profissionais da voz sobre a importância dos cuidados com o aparelho vocal.

 

Segundo o otorrinolaringologista José Eduardo Pedroso, presidente da Academia Brasileira de Laringologia e Voz, “a atividade docente quase sempre implica em uma demanda vocal maior que a habitual. Isso depende de alguns fatores como seu local de trabalho – acústica do ambiente, tamanho da sala, uso de aparelhos auxiliares (microfones), quantidade de alunos por sala, idade dos alunos – e suas condições físicas, como resfriados, gripes, sinusites e outras doenças laríngeas ou alterações estruturais que podem contribuir para o surgimento de alterações vocais”.

 

Pedroso apresenta os principais riscos que os profissionais que usam excessivamente a voz e de forma incorreta podem sofrer ao longo dos anos. “Os principais riscos estão relacionados ao trauma constante, que pode levar a lesões como pólipos, nódulos e granulomas que são lesões de cobertura das pregas vocais. Se não forem tratadas corretamente podem levar a danos irreversíveis”, alerta.

 

Adriana Maria Wecc Silva, 39, é professora de matemática do ensino médio há 15 anos, pastora evangélica e membra do grupo de cantores na sua igreja. Adriana ministra seis aulas por dia, cada uma com cerca de 50 minutos, além dos cultos e ensaios da igreja aos finais de semana. Adriana está na parcela da população que usa a voz demasiadamente e, por isso, já chegou a apresentar problemas vocais.

 

“Trabalho com adolescentes de 14 a 17 anos, idade que eles ficam agitados e ainda têm as cordas vocais novas, e tenho percebido que os jovens estão falando cada vez mais alto, pelo fato de usarem muito o fone de ouvido. Por tentar falar muito alto às vezes, tentando competir com a voz dos alunos, já tive problemas de rouquidão, dor de garganta e cansaço ao falar. Por isso, passei a tomar certos cuidados, como evitar forçar a voz, beber bastante água e fazer exercícios vocais antes de cantar. Há dez anos, também comecei a usar o microfone nas salas de aula e isso tem facilitado bastante”, conta a professora.

 

O especialista apresenta as principais recomendações para os professores e os demais profissionais que utilizam a voz como instrumento de trabalho possam preservar sua saúde vocal:

 

  • - É importante não gritar ou pigarrear, pois isso agride as cordas vocais.
  • - Apesar de parecer inofensivo, cochichar é tão prejudicial à saúde vocal quanto gritar.
  • - O fumo e o consumo exagerado de bebidas alcóolicas são hábitos nocivos à saúde da voz, e são os principais causadores de câncer de laringe.  
  • - Não falar muito quando estiver com infecção de via aérea superior (resfriado, gripe ou sinusite).
  • - Não comer muito antes de dar aula.
  • - Falar somente quando necessário, evitando falar nos intervalos das aulas.
  • - Beber bastante água para manter-se hidratado.
  • - Dormir bem para descansar a voz.
  • - Comer alimentos leves que não causem refluxo.
  • - Quando apresentar sintomas, como rouquidão por mais de 15 dias, dor ao engolir, dor no pescoço ao falar ou falta de ar, procure um médico otorrinolaringologista para orientá-lo sobre o diagnóstico correto e as medidas necessárias.

 

Caroline Borges / Marta Lanzoni

caroline@sintonia.com.br / marta@sintonia.com.br

(11)3542-5264 / (11)3062-4045

 

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Novas drogas permitem tratar câncer de laringe sem cirurgia

 

Tratamento tradicional era a remoção completa da laringe, mas novo tratamento modificou esse cenário

 

Se os números demonstram um cenário avassalador para a incidência de câncer — mais de 500 mil novos casos previstos para 2012, segundo o Instituto nacional do Câncer (Inca) —, a boa notícia fica por conta do avanço da medicina para o tratamento da doença. No caso do tumor de laringe, tipo de câncer contra o qual luta o ex-presidente Lula , o tratamento tradicional era a laringectomia total, ou seja, a remoção completa da laringe. No entanto, protocolos de tratamentos que incorporaram a quimioterapia à radioterapia modificaram esse cenário.

 

De acordo com o médico Fernando Cotait Maluf, chefe da Oncologia Clínica do Centro de Oncologia do Hospital São José, houve avanço no desenvolvimento de drogas quimioterápicas mais eficazes e no modo mais efetivo de combiná-las à radioterapia, sem contar a modernização das técnicas de radioterapia. Estudos recentes demonstram que entre 70 e 80% dos pacientes que passam pelo procedimento têm seu tumor erradicado sem a necessidade de cirurgia.

 

Os tumores malignos de cabeça e pescoço correspondem a 6% de todos os tipos de câncer, respondendo por 644 mil novos casos e 352 mil óbitos a cada ano. Comum em pessoas com mais de 40 anos de idade, a manifestação desse tipo de tumor é até três vezes mais recorrente em homens do que em mulheres.

 

Fonte: Zero Hora, 13/02/2012

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/noticia/2012/02/novas-drogas-permitem-tratar-cancer-de-laringe-sem-cirurgia-diz-oncologista-3662336.html

 

 

Incidência dos tumores da cabeça e pescoço está a aumentar nos jovens

 

 

Mais de 90% dos tumores da cabeça e pescoço ocorrem em pessoas acima dos 40 anos, mas a sua incidência nos grupos etários mais jovens está a aumentar. O diagnóstico precoce é muito importante, pois quando ele é feito tardiamente compromete o prognóstico da doença, avança comunicado de imprensa.

 

“Os médicos otorrinolaringologistas têm um papel fundamental na detecção destes tumores numa fase inicial. É preciso estar atento aos sinais de alerta, como o aparecimento de um “caroço” no pescoço, alterações na voz como a rouquidão,  dificuldade ou dor ao engolir, aparecimento de sangue na saliva ou na boca, uma dor persistente no ouvido e alterações na pele da face ou do pescoço”, explica José Saraiva, Coordenador da Unidade de Otorrinolaringologia do Hospitalcuf Descobertas.

 

O especialista acrescenta: “Os principais fatores de risco dos tumores da cabeça e pescoço são o tabaco e o álcool (associados aos tumores da cavidade oral, faringe e laringe), a infecção pelo papiloma vírus (HPV), a exposição solar excessiva e a exposição a certos produtos industriais. Uma dieta pobre em vegetais e frutas e a má higiene oral aparecem também frequentemente associadas a um aumento do risco de desenvolver tumores da cavidade oral e faringe”.

 

Fonte: Portal de Oncologia Português, 14/02/2012

http://www.pop.eu.com/news/6460/26/Incidencia-dos-tumores-da-cabeca-e-pescoco-esta-a-aumentar-nos-jovens.html

 

 

Projeto na Câmara institui política de saúde vocal para professores

 

O objetivo é avaliar e tratar questões relativas às condições de saúde da voz dos profissionais de ensino público e privado

 

Tramita na Câmara projeto que institui a Política Nacional de Saúde Vocal. O objetivo é avaliar e tratar questões relativas às condições de saúde da voz dos profissionais de ensino público e privado, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

De acordo com a proposta (Projeto de Lei 2776/11), do deputado Saraiva Felipe (PMDB-MG), os professores deverão realizar exames médicos e fonoaudiológicos, com a finalidade de detectar indícios de alterações vocais ou patologias na laringe; participar de programas de prevenção, de recuperação e de capacitação; além de outras atividades.

 

De acordo com o texto, os exames serão realizados por equipe interdisciplinar dotada de médicos, psicólogos, fonoaudiólogos e assistentes sociais, com experiência comprovada na área de voz.

 

Fonte: Agência Câmara de Notícias, 13/02/2012

http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/SAUDE/409424-PROPOSTA-INSTITUI-POLITICA-DE-SAUDE-VOCAL-PARA-PROFESSORES.html

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Tumores de laringe engrossam estatísticas do câncer

 

Apesar da alta incidência da doença, cenário é de mudanças no tratamento e possibilidade de cura

 

As estimativas do câncer no  Brasil e no mundo saltam a cada ano, colocando no topo do ranking de causas de morte, atrás apenas das doenças cardiovasculares. Levantamento do  Instituto Nacional do Câncer (Inca) –  Estimativa 2012 – Incidência de Câncer no Brasil – aponta sete novas localizações de tumores que vêm aumentando as estatísticas, entre elas o de laringe – um dos tipos mais comuns de câncer de cabeça e pescoço .

 

  Segundo  Fernando Cotait Maluf, chefe da  Oncologia Clínica do Centro de Oncologia do Hospital São José, os tumores malignos de cabeça e pescoço correspondem a 6% de todos os tipos de câncer, respondendo por 644 mil novos casos e 352 mil óbitos a cada ano.  Comum em pessoas com mais de 40 anos de idade, a manifestação desse tipo de tumor é até três vezes mais recorrente em homens do que em mulheres.

 

A população masculina sofre mais as consequências do vício do cigarro. O tabagismo – além de fazer mal aos pulmões – é a causa de 95% dos casos de câncer de laringe . O álcool não fica longe dos principais fatores de risco para esse tipo de tumor, ainda mais quando associado ao vício do cigarro.

 

O tabagismo e o álcool são os grandes responsáveis pela maioria dos tumores de cabeça e pescoço, especialmente quando associados. Fumantes – e ao mesmo tempo etilistas – apresentam risco de 40 a 100 vezes maior de desenvolver um câncer de laringe”, ressalta o especialista.

 

Os fatores que influenciam o aparecimento do câncer de laringe não param por aí.  A própria poluição e infecções pelo papilomavírus humano (HPV) contribuem para alavancar as estatísticas.

 

Fonte: Estetic Derm 

http://www.esteticderm.com.br/?p=2561

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Brasil é referência no tratamento do câncer de laringe

 

Nosso país oferece as mesmas condições de tratamento encontradas nos países desenvolvidos

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dará início à nova fase de seu tratamento na próxima quarta-feira, 04/01, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.  De acordo com o Jornal Folha de São Paulo, Lula foi aconselhado a realizar o tratamento no exterior, porém decidiu permanecer no Brasil.

 

É possível considerar mais do que acertada a decisão do ex-presidente, pois nosso país reúne centros de referência e excelência no combate à doença e utiliza as mais avançadas tecnologias já desenvolvidas no mundo, como radioterapia de ponta e cirurgias com robôs. O câncer de laringe corresponde a 25% dos atendimentos do Instituto Nacional do Câncer (INCA), uma das instituições com maior credibilidade no tratamento deste tipo de tumor na América Latina.

 

Para a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, o Brasil tem papel de destaque no tratamento do câncer de laringe, oferecendo índices de cura de até 95%. Em termos de tratamento, o Brasil oferece as mesmas opções de um país desenvolvido. Hoje, qualquer otorrino brasileiro formado já está capacitado para utilizar todas as ferramentas e tecnologias disponíveis para o tratamento do câncer de laringe”, conclui o médico.

 

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Mitos e verdades sobre a voz

 

Pastilhas e balas mantêm a voz saudável? E mel com limão? Bebida gelada faz mal? Tire essas e outras dúvidas sobre os cuidados com as cordas vocais.

 

1) Pastilhas, sprays, balas de hortelã e gengibre mantêm a voz saudável?

Não. Esses recursos possuem, na maioria das vezes, efeito anestésico que apenas mascara a dor na garganta, dando sensação de falsa melhora. Além disso, eles podem irritar, prejudicando ainda mais o estado das mucosas. A viscosidade e a quantidade da saliva são alteradas.

 

2) É válida a combinação de mel e limão ou de vinagre e sal?

Tais misturas também devem ser evitadas. Sabe-se que o mel faz bem para a saúde em geral, mas antes do canto, do uso da voz, causa espessamento das secreções. O limão e o vinagre ressecam as mucosas. Não devem ser usados com objetivos vocais. Entretanto, gargarejo com um copo de água morna pode auxiliar, pois "o calor dilata os vasos”.

 

3) Como deve ser a alimentação do profissional da voz?

A alimentação deve ser equilibrada e basicamente protéica para dar força e vigor ao tônus muscular. Alimentos pesados, muito condimentados e refrigerantes dificultam a digestão e a movimentação livre do diafragma. Verduras e frutas bem mastigadas soltam a musculatura da mandíbula - deixando-a flexível e melhorando a dicção. Antes de cantar, não se deve ingerir chocolate, leite e seus derivados, pois aumentam a formação de secreção, prejudicando a ressonância e produzindo pigarro.

 

4) Alimentos e/ou bebidas geladas fazem mal?

Alimentos e bebidas muito gelados podem ser nocivos, pois, em indivíduos predispostos, provocam choque térmico, causando uma descarga imediata de muco e edema das pregas vocais. Dessa forma, antes de deglutir sorvetes ou líquidos gelados, é conveniente mantê-los na boca por alguns segundos.

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Respostas para Perguntas

 

1) Como surgiu a idéia de realizar a Campanha da Voz e desde quando ela é realizada?

A Campanha da Voz surgiu no ano de 1999 por iniciativa do médico otorrinolaringologista Dr. Nédio Steffen, de Porto Alegre, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Laringologia e Voz (SBLV).
Na época, o Dr. Steffen percebeu que a população em geral era muito carente de informações referentes aos problemas da voz e por isso lançou esta campanha no Brasil.
Muitos acreditam que a rouquidão é uma característica pessoal, mas qualquer tipo de alteração na voz pode indicar problemas sérios de saúde. Basicamente, esses distúrbios são sintomas de doenças ou alterações nas pregas vocais, geralmente causadas pelo mau uso da voz.
Por isso a Campanha foi criada com o objetivo de informar e alertar a população sobre alguns cuidados básicos com a saúde vocal que, além de prevenir doenças, também garantem uma vida mais saudável.

 

2) Quando será realizada a XIV Campanha da Voz (2012)?

A Campanha sempre é realizada na semana do dia 16 de abril, o Dia Mundial da Voz, e neste ano estão sendo organizados diversos eventos para a sua comemoração em diversas capitais brasileiras.
Vale ressaltar que desde 2003 a data passou, oficialmente, a fazer parte do calendário internacional.

 

3) Como foi que a Campanha Nacional da Voz se tornou uma campanha mundial?

Na realidade, essa iniciativa brasileira já teve uma grande e positiva repercussão internacional desde a primeira versão, em 1999.
No entanto, a aceitação oficial como DIA MUNDIAL DA VOZ se deu no ano de 2003, quando o Professor Mário Andréa de Lisboa, em uma demonstração de imenso reconhecimento do nosso trabalho, não mediu esforços para que essa iniciativa fosse reconhecida internacionalmente e apresentou o projeto para a Sociedade Europeia de Laringologia e para a Academia Americana de Otorrinolaringologia, que imediatamente acataram a ideia de oficializar a data.

 

4) Quais os países envolvidos na Campanha?

Nas campanhas anteriores, houve uma grande quantidade de países interessados na campanha, tais como Portugal, Espanha, Bélgica, Suíça, Itália, Argentina, Chile, Venezuela, Panamá e EUA, entre outros, e certamente este ano teremos mais países agregados.

 

5) Quem está apoiando a Campanha da Voz deste ano?

Posso dizer que durante todos esses anos, a realização da campanha tem sido possível graças à boa vontade dos médicos otorrinolaringologistas, dos fonoaudiólogos e outros profissionais que, sem medir esforços, têm participado desta grande divulgação.
Saliento também a importância das participações de diversas empresas que têm nos concedido patrocínios nacionais e regionais para a confecção de materiais de divulgação, além da mídia que todos os anos se mostra bastante interessada nesta área da saúde e nos ajuda muito na divulgação da data.
A participação voluntária de artistas, cantores e outras celebridades na divulgação desta causa também tem sido fundamental. No ano passado, contamos com a participação da cantora Daniela Mercury como estrela da campanha e este ano temos como ícone a atriz Deborah Secco.

 

6) Quais os objetivos primordiais da Campanha? Qual é a proposta?

Em primeiro lugar, chamar atenção quanto ao papel da voz no dia-a-dia. Normalmente as pessoas só percebem a importância desse instrumento do corpo humano quando ficam roucas e algumas vezes isso acontece quando já é tarde demais.
Em segundo lugar, queremos lembrar a população que devemos ter alguns cuidados simples com a voz, como realizar a chamada higiene vocal, que pode evitar problemas posteriores.
Já um terceiro ponto refere-se à atenção que as pessoas devem ter em relação à rouquidão que persiste por mais de 15 dias ou à existência crônica de sensação de alguma “coisa” parada na garganta.
Além destes sintomas, as pessoas devem ficar atentas às seguintes situações:

- Tosse e/ou pigarro frequentes ou constantes;

- Dor, ardência ou incômodo na garganta;

- Dificuldade ou dor para engolir;

- Perda de voz, voz fraca ou falha na voz;

- Dificuldades respiratórias.

Nestes casos, deve-se sempre procurar o médico otorrinolaringologista, pois pode ser um indício de algo mais grave.

 

7) De que maneira a Campanha visa atingir a população e conscientizá-la?

Neste ano, a Campanha será agregada à ação “Caminhos da ORL”, promovida pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).
Durante estas exposições itinerantes, nós teremos um inflável em formato de laringe gigante aberta ao público, palestras coordenadas por médicos otorrinolaringologistas, esclarecimento gratuito de dúvidas com especialistas, assim como atividades lúdicas e interativas.
Além disso, cada coordenador regional e estadual poderá, dentro de suas possibilidades, desenvolver atividades como palestras, shows, panfletos, cartazes, e divulgar a causa dentro da mídia.

 

8) Qual a expectativa em relação à Campanha deste ano?

Como aconteceu nas Campanhas anteriores, esperamos e contamos muito com o apoio da mídia que, mais do que nos ajudar, dá uma grande contribuição para a população brasileira.
Neste ano, visamos conscientizar a população sobre os principais cuidados com a saúde vocal, de forma didática e divertida, o que desperta ainda maior interesse na mídia.
Por isso, como nos anos anteriores, esperamos que a Campanha chegue a todos os lares do Brasil e que um número muito grande de pessoas (principalmente as mais carentes) com problemas vocais seja atendido gratuitamente durante esse período.
Nós esperamos também que as informações cheguem aos médicos não-otorrinolaringologistas e outros profissionais da área da saúde que, muitas vezes, acabam subestimando um pouco o problema.
É necessário que todos saibam, por menor que seja o problema vocal, que a causa deve ser diagnosticada, pois somente desta maneira será possível detectarmos aqueles indivíduos que têm uma doença mais grave e tratá-los.

 

9) Quais são os profissionais, além dos médicos otorrinolaringologistas, que participam na campanha?

Os profissionais que mais estão envolvidos são os otorrinolaringologistas, mas há sempre a adesão em parceria de muitos fonoaudiólogos. Há também o apoio de outros profissionais, como professores de canto, cantores, artistas, locutores, etc., o que é muito importante, pois quanto mais pessoas participarem, mais pessoas serão conscientizadas e beneficiadas.
Como os distúrbios vocais podem gerar sérias conseqüências à saúde, procuramos também informar na campanha que o paciente disfônico deve sempre procurar em primeiro lugar um médico otorrinolaringologista.
Este deve averiguar se o problema de voz do paciente é apenas funcional, se é orgânico, ou até mesmo os dois juntos e, posteriormente, determinar qual o tratamento mais adequado. Ou seja, é o otorrinolaringologista quem diz se o problema é medicamentoso, cirúrgico, fonoaudiológico ou a combinação destes.

 

10) No que consiste o material a ser divulgado?

O material a ser divulgado consiste basicamente em cartazes, panfletos e as páginas do nosso site www.ablv.com.br, que contêm as orientações básicas de cuidados com a voz.

 

Além disso, os médicos participantes estão recebendo material para uma palestra explicativa sobre esses cuidados, que poderá ser apresentada em escolas, universidades, hospitais, sindicatos de professores, empresas de telemarketing, associação de cantores, etc..

 

11) Há uma projeção de quantas pessoas a campanha visa atingir? E de que
maneira?

Não sabemos exatamente quantos serão atingidos, mas como sempre conseguimos uma grande inserção na mídia (rádio, TV e jornais), tenho certeza que o “recado” chegará de alguma forma à maioria dos lares brasileiros.

 

12) Quais os cuidados recomendados para evitar distúrbios vocais?

Recomenda-se uma conduta profilática global para a saúde vocal, abrangendo:

- Seguir avaliações e cuidados clínicos gerais regulares;

- Identificar e seguir predisposições, sensibilidades, alergias e limites individuais;

- Alternar atividade e repouso de forma adequada, priorizar sono regular e satisfatório;

- Alimentação regular, evitando jejum prolongado ou abusos alimentares que levem à azia e à má digestão, principalmente antes de dormir (favoreçam o refluxo gastroesofágico);

- Evitar obesidade e manter atividade física regular;

- Manter adequada hidratação, com a ingestão de 1,5 a 2 litros de água por dia, em temperatura fresca ou ambiente ao dia, conforme características individuais, perdas hídricas diárias, atividade física, temperatura e umidade ambientais;

- Evitar excesso de tensão, stress e estado crônico de ansiedade;

- Evitar abuso de bebidas alcoólicas, tranqüilizantes, estimulantes;

- Evitar o tabagismo;

- Não forçar a voz: evitar gritar ou cochichar, manter o volume normal da voz e articular bem as palavras;

- Evitar o uso intensivo da voz em ambientes desfavoráveis: ruidosos ou com exposição a fatores ambientais indesejáveis;

- Seguir técnicas de treinamento, aquecimento e desaquecimento vocais, valorizando as que demonstrem favorecer o desempenho vocal de forma imediata e não ocasionem fadiga vocal ou disfonia ou outros sintomas de distúrbio do aparelho fonador;

- Participar de programas de esclarecimento das funções e disfunções vocais, com informações a respeito da anatomia e do funcionamento da laringe e das pregas vocais, além de noções de saúde vocal como um todo.


13) Quais são os hábitos prejudiciais à voz?

São hábitos prejudiciais à voz:

- Falar alto, gritar, cochichar;

- Mau uso ou abuso vocal;

- Falar rápido, sem pausas respiratórias e sem articular adequadamente as palavras;

- Falar enquanto corre ou pratica exercícios físicos;

- Falar em ambientes ruidosos, poluídos e com alteração da temperatura;

- Falar ou cantar fora do seu registro vocal;

- Consumo de agentes irritantes às pregas vocais como álcool, cigarro, drogas;

- Uso de medicamentos que possam causar alterações específicas nas pregas vocais e alterar seu funcionamento;

- Não tomar água (desidratação);

- Pigarrear constantemente;

- Falar muito rápido e sem pausas respiratórias;

- Falar por períodos prolongados, sem intervalos;

- Hábitos alimentares inadequados, que favoreçam o refluxo gastroesofágico;

- Falar com esforço;

- Auto-medicação;

- Uso prolongado de alguns medicamentos como os corticosteroides.


14) Quais seriam os hábitos favoráveis à voz?

São hábitos favoráveis à voz:

- Falar sem forçar a voz, evitando gritar ou cochichar;

- Manter o volume normal da voz;

- Falar pausadamente e articular bem as palavras;

- Evitar o abuso vocal;

- Evitar o stress, tensão, estado crônico de ansiedade;

- Evitar o uso intensivo da voz em ambientes ruidoso (competição sonora) ou poluídos ou com acústica inadequada;

- Evitar o uso intensivo da voz em ambientes com fatores ambientais prejudiciais, como ar seco, úmido, ar condicionado, vento, frio, calor, mofo, umidade, poeira, odores, vapores, substâncias voláteis, fumaça;

- Não fumar (tabagismo) ou usar drogas inalatórias;

- Não se automedicar ;

- Evitar abuso de tranqüilizantes ou estimulantes;

- Não beber (etilismo);

- Tomar em média de 1,5 a 2 litros de água por dia;

- Tomar água antes e após falar por tempo prolongado, pois diminui o esforço fonatório;

- Seguir orientações de aquecimento e desaquecimento vocal quando for falar por tempo prolongado;
- Evitar hábitos alimentares que favoreçam o refluxo gastroesofágico, a azia e a má digestão, como alimentos ácidos, gordurosos, condimentados.

 

15) Quais as doenças da voz que mais acometem pacientes no Brasil e como é possível preveni-las?

As doenças da voz que mais acometem pacientes no Brasil são de origem inflamatórias, como:

- Nódulos vocais;

- Pólipos vocais / pseudocistos;

- Edema de Reinke (tabagistas);

- Cistos de retenção;

- Leucoplasias (tabagismo, refluxo gastroesofágico);

- Granulomas de contato (refluxo gastroesofágico, intubações, abuso vocal);

- Cordites inespecíficas, laringite crônica;

- Laringite posterior (sintomas: pigarro, tosse crônica, rouquidão, sensação de corpo estranho; sinais: hiperemia, edema de região posterior da laringe) sugestivas de lesão por refluxo gastroesofágico;

- Laringite aguda (viroses).

Outro grupo de doenças da voz são as neoplasias benignas (ex: papiloma laríngeo) e as neoplasias malignas (câncer de laringe).
Vale também citar as doenças granulomatosas infecciosas e não infecciosas, paresias e paralisias laríngeas, traumas físicos ou químicos, entre outras.

A prevenção das doenças da voz engloba uma série de orientações de hábitos favoráveis à voz, além de evitar práticas desfavoráveis.

Para se obter repercussão nacional, buscando diminuir a incidência de doenças da voz na população brasileira, são necessárias ações globais, como a organização de campanhas (Campanha da Voz) de esclarecimento à população, lembrando a todos que a voz é uma habilidade fundamental para a comunicação interpessoal e alertando para as doenças que a atingem e como preveni-las.

É extremamente necessário ganhar espaço em todo o território nacional com a realização de palestras, mesas redondas, fóruns de debates, distribuição de panfletos e orientação à população nos principais centros hospitalares e outros pontos estratégicos, como praças, terminais de ônibus e Shoppings.

Além disto, é importante atingir as mídias jornalísticas, eletrônica, rádio e TV, configurando campanhas de conscientização de grande abrangência, e também a organização de mutirões de atendimento à população.

O objetivo maior de todas estas ações é a coleta de dados para estudos de prevalência das principais afecções laríngeas em todo o território nacional, visando medidas específicas de tratamento e prevenção, dimensionadas para o problema em nosso país.

 

16) Os profissionais da voz costumam ter mais problemas de voz?

Profissionais da voz são aqueles que, ao produzir sua voz, têm nela seu instrumento básico de trabalho. São considerados profissionais da voz: professores, cantores, atores, locutores, repórteres, telefonistas, operadores de telemarketing, vendedores, leiloeiros, camelôs, gerentes, diretores, profissionais liberais, religiosos, oradores, entre outros.
Os problemas vocais ligados a tais profissionais são relativamente comuns em todas as áreas devido ao comportamento vocal abusivo e muitas vezes inadequado, levando a uma sobrecarga do aparelho fonador e, consequentemente, à lesão.
O uso intenso da voz é considerado quando é dado em período superior a quatro horas por dia, ou mesmo em tempo inferior, em ambientes mais exigentes (exposição a ruído, como salas de aula sem isolamento acústico ou vias públicas que gerem competição sonora e/ou exposição a fatores ambientais), que possam exigir maior esforço muscular e/ou respiratório na emissão vocal e/ou afetar a integridade da laringe e das pregas vocais.

Em relação à classificação do risco de desenvolvimento de disfonia, pode-se definir:

- Risco inerente: (risco normal de desenvolver disfonia) – Ex: profissionais liberais;

- Baixo risco: (maior probabilidade) – Ex: professores em meio expediente, em adequadas condições ambientais;

- Risco moderado: - Ex: professores em tempo integral e/ou inadequadas condições ambientais;

- Alto risco: - Ex: atividades que envolvam constante abuso, gritos ou uso da voz em ambientes excessivamente ruidosos e/ou poluídos.

Vale considerar a multicausalidade e concausalidade dos problemas vocais, uma vez que existem profissionais da voz que desgastam o aparelho fonador fora do ambiente ocupacional, apresentando sinais e sintomas após o trabalho (ex.: professor que canta de forma inadequada no fim de semana).

Hábitos nocivos (álcool, drogas, tabaco) podem alterar o aparelho fonador e seus efeitos deletérios se manifestar de forma mais nítida nos indivíduos que usam mais intensamente a voz no trabalho.

Falar muito na vida social ou em outra atividade, sofrer de tensão, ansiedade, insônia, alergia ou refluxo são outros exemplos de situações e questões clínicas que podem coexistir e serem causas concomitantes de problemas vocais. Todos estes fatores devem ser abordados nos profissionais da voz.

 

17) Os professores não deveriam ter uma assessoria médica constante?

Os professores encontram-se numa classe profissional de risco para o desenvolvimento de disfonia. Dados de literatura revelam que um a cada dois professores ativos apresentam sinais e sintomas vocais (Calas, 1989). Além disto, professores apresentam duas a três vezes mais queixas vocais do que outros profissionais (Smith, 1998).
Desta forma, a abordagem junto a professores deve ter caráter preventivo e curativo por parte do médico, além de contar com orientação fonoaudiológica e de outros profissionais relacionados para fins preventivos e adimissionais / demissionais.
Um programa de prevenção da voz relacionada a profissionais da educação deve abranger:
- Adequação do ambiente de trabalho, acústica, hidratação, tempo de uso da voz, quantidade de horas de trabalho, número de alunos por sala de aula, condições do ar (giz anti-alérgico, poeira em suspensão, poluentes atmosféricos, ar condicionado e umidificador);
- Contar com curso de técnica vocal como parte do programa curricular no Magistério e Pedagogia.

 

18) Como descubro que a voz não está normal? Quais são os sintomas mais comuns quando uma pessoal tem algum problema de voz?
Os sintomas mais comuns que sugerem algum problema vocal são:

- Rouquidão (voz rouca, soprosa ou áspera);

- Voz trêmula ou estrangulada;

- Perda da potência ou intensidade da voz;

- Cansaço ou dolorimento da garganta ao falar;

- Alteração da qualidade ou perda da voz;

- Necessidade de fazer esforço para falar;

- Pigarros frequentes.

 

19) Qual é o profissional que o paciente deve procurar quando está com problema de voz?
O otorrinolaringologista é o médico especializado em doenças do ouvido, nariz e garganta, incluindo a laringe a as cordas vocais. Ele é o profissional mais adequado para chegar a um diagnóstico do problema e orientar o melhor tratamento para cada caso.

 

20) Quando o paciente deve procurar o médico? O paciente deve procurar imediatamente o médico quando fica rouco?
A rouquidão é um sintoma bastante comum, principalmente se a pessoa está gripada ou acaba gritando muito (por exemplo, em final de copa do mundo) e não deve ser um motivo de preocupação imediata.
Contudo, se ela persiste por mais de duas semanas, ou se está associada com pigarro, sobretudo com expectoração de sangue, ardor ou dor no pescoço (ou irradiada para o ouvido), falta de ar, dificuldade em engolir ou a sensação de que existe "uma bola na garganta”, o paciente deve procurar orientação médica.
Estes sintomas são ainda mais relevantes se ocorrem em pessoas que fumam e ingerem bebidas alcoólicas devido ao risco aumentado de doenças graves da laringe.

 

21) Qual é o papel do médico e o do fonoaudiólogo diante de um paciente com problemas de voz?

O médico é o profissional que tem melhores condições para atender o paciente com queixas vocais inicialmente, visando fazer o diagnóstico correto e indicar o melhor tratamento.
Este tratamento pode ser baseado em medicamentos, cirurgia ou fonoterapia. E é neste último caso que o fonoaudiólogo passa a atuar, tendo uma importante função para restaurar a melhor condição de emissão vocal do paciente.

 

22) Como é feito o exame do paciente com problema de voz?

Existem diversos exames que podem ser realizados em um paciente com problemas vocais.
O principal deles é a laringoscopia, em que a laringe e as cordas vocais são examinadas pelo médico em busca de alguma alteração que justifique os sintomas apresentados. Este exame é realizado ambulatorialmente, com ou sem utilização de anestesia tópica, feita com sprays anestésicos.
O exame pode ser feito pela boca (com espelhos de laringe ou laringoscópios rígidos) ou pelo nariz (utilizando nasofibroscópios flexíveis) e dura poucos minutos.

 

23)  É verdade que o tipo de alimentação pode afetar a voz?

Sim, em alguns pacientes mais que outros.
Pacientes que apresentam refluxo gastroesofágico podem apresentar rouquidão de acordo com os alimentos que ingerem.
Alimentos muito apimentados, gordurosos ou cítricos, além da cafeína, entre outros, são particularmente prejudiciais para a voz destes pacientes.
Contudo, não é apenas nestes pacientes que a alimentação inadequada pode interferir com a voz. O abuso de alimentos derivados do leite e achocolatados podem deixar as secreções mais espessas e com isso prejudicar a voz. Álcool em excesso também não casa com uma voz saudável.

 

24)  Qual é o país de maior incidência de câncer de laringe no mundo? Quais são as razões para o Brasil ser o vice-campeão de incidência câncer de laringe no mundo?

O país com maior incidência de câncer de laringe do mundo é a Espanha. Já o Brasil vem em segundo lugar por causa do alto nível de consumo de álcool e tabagismo.

 

25) O câncer de laringe tem cura? Qual é a porcentagem de cura?

O câncer de laringe tem cura. De acordo com o estágio em que é feito o diagnóstico, como nos casos de tumores pequenos, os quais não apresentam metástases, os resultados estão acima de 90% da cura. Já o tumor avançado e que já apresenta metástases os resultados são bem piores.

 

26) Quais são os principais vilões para saúde vocal?

O fumo e o álcool são os principais vilões para a voz. Quando usados juntos ou separados, aumentam a incidência de câncer na população.

 

27) Como a voz é produzida?

Tudo começa com o ar saindo dos pulmões. Ele passa pela laringe, onde estão localizadas as pregas vocais. Essas, no momento da expiração, aproximam-se e vibram, produzindo o som. De início, o som é baixo e fraco, sendo ampliado pelas cavidades de ressonância (que são a faringe, a boca e o nariz). Após a amplificação, o som será articulado na cavidade oral, por meio dos lábios, bochechas, língua, palato e mandíbula.

 

28) O que é voz normal?

Diversos especialistas já tentaram definir o que é uma “voz normal” e chegaram à conclusão que é mais correto usar o termo “voz adaptada”, que é a situação na qual a produção vocal é de qualidade aceitável socialmente, não interfere na inteligibilidade da fala, permite o desenvolvimento profissional do individuo, apresenta freqüência, intensidade, modulação e projeção apropriadas para o sexo e idade do falante e transmite a mensagem emocional do discurso.

 

29) Porque a voz de uma pessoa é diferente da outra? O que faz com que a voz do homem seja diferente da mulher? E entre o idoso e o jovem?

A voz é como uma impressão digital. Cada indivíduo tem características diferentes de acordo com sua constituição anatômica, idade, sexo, profissão, condições sociais, culturais, emocionais e ambientais, devido à influência de hormônios, que vão determinar uma série de modificações anatômicas em todo o corpo masculino.
Na laringe do homem, por causa do aumento da musculatura, da porção vibrátil em relação à porção cartilagínea das pregas vocais, e uma grande mudança do aparelho fonador, a voz do homem é bem mais grave do que a da mulher.
Nas pessoas mais idosas acontece um envelhecimento não só externo como também interno e a laringe sofre este efeito e começa a apresentar uma maior flacidez. Nestes casos, a musculatura pode se atrofiar e todas estas alterações vão se refletir na voz.

 

30) O que é mito e realidade em relação aos cuidados vocais - tomar água, comer maçã, gengibre, mel, dose de conhaque, etc.?
Tomar água é um dos cuidados mais importantes para mantermos a saúde vocal, pois com a boa hidratação podemos manter nossa prega vocal em boas condições de uso.
Quanto às outras substâncias, o gengibre e o conhaque podem causar uma sensação boa, mas na verdade, devido à analgesia que causam nas pregas vocais, o indivíduo pode acabar cometendo algum abuso e prejudicar suas cordas vocais.

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Você sabe cuidar da sua voz?

 

Muitas pessoas dependem da voz para viver, principalmente profissionais como os atores, cantores e mestres de cerimônias. Mas, além disso, a voz é um dos instrumentos que facilita o poder de comunicação entre os seres humanos.

 

Por isso é importante cuidar da saúde da garganta e seguir algumas dicas básicas para mantê-la saudável:

 

  • - Evite falar alto, gritar ou cochichar;
  • - Evite falar rápido, sem pausas respiratórias e sem articular adequadamente as palavras;
  • - Evite falar em ambientes ruidosos, poluídos ou com alteração de temperatura;
  • - Evite consumir álcool, drogas e outros elementos que irritam as pregas vocais;
  • -Tome bastante água;
  • - Evite pigarrear frequentemente;
  • -Tenha hábitos alimentares saudáveis.

     

No caso de cansaço ao falar, rouquidão ou outros incômodos com a sua garganta, procure um médico otorrinolaringologista e garanta uma voz mais bonita e saudável.

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Você sabe o que é a disfonia?

 

A alteração da voz, ou disfonia, pode ser causada por diversos motivos e em todas as faixas etárias, desde recém-nascidos até adultos.

Entre as causas mais comuns estão os calos nas cordas vocais e até a genética, mas fique de olho em outros motivadores deste problema:

 

- Presença de corpo estranho em vias aéreas;

- Mau uso da voz;

- Infecções respiratórias;

- Disfunções da tireoide;

- Tabagismo e consumo de álcool;

- Tumor na laringe.

 

Na presença de qualquer sintoma que de sua voz não anda bem, procure um médico otorrinolaringologista e garanta a sua saúde.

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Voz rouca: cuidados

 

Saiba mais sobre as causas da rouquidão e como evitá-la tomando alguns cuidados simples mas que são fundamentais para evitar tal problema. Confira!

 

Causas

 

A   rouquidão   pode surgir por conta de um processo emocional (traumático) ou não. Existem pessoas que têm esse problema na voz desde  crianças , talvez, porque costumavam ‘berrar’ ou falar muito alto constantemente, o que fez com que durante todo esse período até a fase adulta, a rouquidão agravasse, forçando as cordas vocais e causando também problemas orgânicos como calos na garganta, por exemplo.

 

Outra causa da voz rouca bem conhecida é o cigarro, que além dos danos à respiração prejudica as cordas vocais do fumante e principalmente de quem está por perto absorvendo toda fumaça, podendo causar também tumores malignos. Agora fique atento a alguns cuidados que se deve tomar para evitar tal problema. Veja:

 

 

Cuidados

 

Hidratação:   é necessário que a laringe esteja hidratada para que todo o processo das pregas vocais ocorra bem, então o indicado é consumir bastante líquido, principalmente água, para essa boa hidratação. Lembrando que ingerir água gelada quando estiver falando não é bom, então evite.  

 

Hábitos saudáveis:   assim como para outros benefícios a   saúde , comer bem também está ligado à hidratação e cuidado com as cordas vocais. Coma frutas, verduras, legumes e faça uma boa mastigação de todos os alimentos que ingerir. Dormir bem também é fundamental para evitar irritações.

 

Evite:  “ raspar” a garganta para limpá-la, pois causam alterações nas cordas vocais podendo machucá-las; tome bastante água para evitar o pigarro.

Para quem já sofre da rouquidão o indicado é procurar um otorrinolaringologista o quanto antes para que o quadro não se agrave. Procurando um você receberá melhores orientações sobre as formas de tratamento.

 

Fonte: R7 – Mundo das Tribos

http://www.mundodastribos.com/voz-rouca-cuidados.html

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